Bancos de dados em arquitetura e urbanismo

Os bancos de dados são uma das formas de organização do conhecimento beneficiadas pela computação. Dão subsídio a diversos campos do conhecimento, mas sua apropriação para o registro e estudo de objetos culturais segue enfocada apenas em aspectos facilmente quantificáveis.

Diferentes bancos de dados efetuam o registro de fotografias relacionadas a obras arquitetônicas, mas são, em geral, sistemas fechados, dificultando a reutilização das informações e a realimentação do sistema a partir do emprego da base de dados – além de apresentarem a especificidade da necessidade de se registrar informações a respeito da fotografia tanto quanto do objeto fotografado, o que é mais raramente contemplado em soluções comerciais.

Coleções de objetos patrimoniais, por sua vez, apresentam a dificuldade de formalizar os próprios valores de patrimônio que permitiriam a comparação e o agrupamento desses objetos.

Em que pese o extenso uso de Sistemas de Informações Geográficas para o estudo urbanístico, faz-se necessário desenvolver variações que contemplem aspectos mais subjetivos, enfrentando o desafio de propor quantificações desses elementos.

Essas observações, longe de invalidar bancos de dados existentes, apenas atesta pontos cegos que ainda não foram contemplados pelas técnicas atuais. Por outro lado, os processos de representação são essenciais à cognição, de modo que promover a reinterpretação das informações disponíveis, lançando mão de diferentes modos de organização, constitui em si um potencial avanço no próprio conhecimento.

Este projeto investiga formas diversificadas de registro de aspectos culturais da arquitetura e do urbanismo, contribuindo para uma melhor compreensão simbólica a partir de novas maneiras de representação do conhecimento.

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Atualizado em 2017-12-23 03:48 por Rodrigo Cury Paraizo.

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